Crítica | Demolidor (Season 2)

Olá, caros leitores!

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Não, eu não esqueci do blog. Em meio a todo o caos político do nosso país, da manutenção do meu assentamento em Fallout 4 e do meu acompanhamento das séries Demolidor e House Of Cards eu acabei ficando disperso. Talvez seja hora de finalmente criar aquele cronograma citado no primeiro post.

Bom, antes de começar a analisar a segunda temporada do trabalho mais promissor da Marvel fora dos Cinemas – as HQs do velho Stan andam fraquinhas…quem sabe Civil War II resolva isso – gostaria de anunciar minha mais nova parceria com o blog Um é Tudo e Tudo é Um cujo autor é um velho amigo dos tempos de colégio. Assim como o meu blog, ele aborda temas da cultura pop-geek em geral. Deem um pulinho lá, ele acabou de dar um reboot no blog.

Bom…além disso, análise da segunda temporada de House Of Cards, um texto sobre Fallout 4 e sobre música serão – não respectivamente nessa ordem – os temas dos próximos posts então fique ligado ou não. Bom, vamos a análise dessa magnífica segunda temporada das desventuras do Homem Sem Medo.

“A Netflix acertou a mão nessa temporada, trazendo algo mais animado e consistente do que Jessica Jones”

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Ficha Técnica:

  • MARVEL’s Daredevil,
  • Segunda Temporada, 2016
  • Netflix
  • Ação; Crime; Drama; Suspense

AVISO:A resenha a seguir pode conter spoiler’s

Partindo de uma primeira temporada sensacional, a série já começa frenética com a aparição do que virá a ser o Justiceiro -um dos meus personagens favoritos de toda a galeria da Marvel. Sendo interpretado por Jon Bernthal, um ator que prezo muito desde seu papel -o mais memorável na carreira do ator até agora- em The Walking Dead como Shane Walsh, Frank Caslte mostra a que veio e que diferente do Demônio de Hell’s Kitchen, piedade não é seu ponto forte. Ponto pra Netflix pela escolha do ator e por não mostrar misericórdia na hora de exibir a frieza e crueldade do personagem.

A trama se desenvolve a partir daí, com Murdock tentando impedir Castle e este desencadeando sua fúria e ‘justiça’ pela cidade. O enredo começa a ficar mais intenso – e em alguns pontos isso acaba por não ser tão positivo – com a adição de uma personagem já conhecida dos fãs: Elektra Natchios (toda vez que vejo o sobrenome dela, me lembro de Doritos. Sim, eu gosto muito de Doritos).

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Elektra usa seus sais pela primeira vez.

A adição da Assassina é que guia a trama a seu contorno mais relacionado a Yakuza, Ninjas e magia negra. Elektra é mais do que bem vinda, porém sua chegada em Nova Iorque acaba por apressar muito as coisas – este é o ponto negativo da ‘intensidade’ apresentada: a trama corre rápido e ninjas começam a sair do nada (literalmente). Veja bem, não estou sendo chato, apenas constatando que os ninjas da The Hand acabam por não representarem uma ameaça real. Até mesmo seu líder e velho conhecido do Demolidor, Nobu, está menos imponente. Tudo bem, talvez o líder da Mão não seja páreo pra Elektra+Demolidor. É o que acontece quando se tem um combo overpower demais em cena.

Ainda sobre a trama, Karen Page e Foggy Nelson continuam ótimos personagens e tornam válidos todos os momentos em que estão em cena. Mesmo tendo focado mais na construção da independência da personagem interpretada por Deborah Ann Woll, a desconstrução da amizade Nelson & Murdock é bem trabalhada e mostra as consequências provindas do dilema de ser um vigilante. Wilson Fisk também dá as caras e como sempre Vincent D’Onofrio dá um show de atuação com seu Rei do Crime forte, maniqueísta e cruel. As aparições da enfermeira Claire Temple são poucas, mas mostram o potencial que a personagem tem de interconectar os Heróis que a Netflix vem nos mostrando – mas convenhamos, essa conexão poderia ser feita de maneira mais explicita. É como se a Netflix quisesse não “abusar” nas menções as outras correntes do MCU e então acaba não se referindo a ele quase nunca.

A fotografia da série está ainda melhor que na primeira temporada, com closes e jogos de câmera muito bem realizados. A sonoplastia da série continua boa, tendo destaque ainda maior para os momentos em que o protagonista utiliza seu “sonar”. Outra parte técnica que superou expectativas foram as coreografias e os combates. Com destaque para a luta do Justiceiro na prisão, seus embates com o Demolidor e a luta final entre o protagonista e Nobu -sendo esta simplesmente sensacional. As acrobacias são mais críveis e os golpes mais concisos o que torna os combates mais realistas. Essa fluidez e sublimidade adicionados aos combates nos mostram um Demolidor mais maduro como vigilante -algo que está ocorrendo de forma gradativa e convincente. Isso sem falar da caracterização/uniformes dos vigilantes que está simplesmente melhor do que nunca. Finalmente pude ver o Demolidor usar seu bastão extensível e isso foi incrível. Ponto pra Netflix, de novo.

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Vincent D’Onofrio e seu inquestionável brilhantismo como Wilson Fisk

Chegando a seu final, a temporada perde um pouco seu gás mas continua firme. O final abre portas para infinitas possibilidades. Não teremos o Doutor Estranho nos Defensores, mas isso não significa que personagens mágicos estão fora de cogitação. Quem sabe um Motoqueiro Fantasma – outro dos meus personagens favoritos- ou um Blade possam dar as caras? Ou o Cavaleiro da Lua? As opções são muitas e o cliffhanger deixado é animador. Na hipótese mais “pé no chão”, teremos uma adaptação ótima do arco A Queda de Murdock.

A Netflix acertou a mão nessa temporada, trazendo algo mais animado e consistente do que Jessica Jones (sendo que esta tem apenas uma temporada, então vamos dar um desconto). Agora nos resta esperar e bolar teorias sobre as possíveis aparições e o desenrolar da trama na próxima temporada (e torcer para que tenha mais Frank Castle por ai. O coitado não foi confirmado como parte dos Defensores e eu entendo isso, mas não é motivo para deixar o Justiceiro de escanteio né Netflix!?).

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Frank Foderoso Castle em seu traje final.

Considerações Finais:

  • + Atuações Ótimas
  • + Bom uso do cenário e jogo de câmera
  • + A caracterização dos personagens é excelente
  • + Personagens secundários carismáticos e bem desenvolvidos
  • + Frank Castle/Justiceiro
  • + Elektra Natchios & Stick
  • – Trama começa bem mas acaba perdendo o gás
  • – Too Much Elektra
  • – Ninjas caricatos brotando do chão
  • – A explicação dos ninjas vietcongues é curta e apresentada muito rapidamente.

Balanço final: 8,5/10

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Um comentário sobre “Crítica | Demolidor (Season 2)

  1. Pingback: Série Solo do Justiceiro, Mads Mikkelsen em Star Wars outras coisas. – Experienciando

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