Crítica | Capitão América 3:Guerra Civil

É difícil captar em palavras a magia do cinema. A Vida é Bela, A Lista de Schindler, O Poderoso Chefão, Star Wars, Platoon, Império do Sol, Gladiador; O que todas essas películas tem em comum é aquilo que podem despertam em seus espectadores. É inegavelmente incrível o poder da 7° Arte. Complicado avaliar com imparcialidade um filme quando se espera muito dele ou o tema lhe é de conhecimento. Mas não importa, o que faz um filme ser indiscutivelmente bom é seu potencial de despertar naqueles que o assistem uma sinestesia única; uma mistura de sensações cujo resultado é fruto de ingredientes cuidadosamente escolhidos. Como um bom prato, um bom filme deve fazer com que todos os componentes juntos formem algo único.

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E é por essa razão que é difícil ser um crítico. Mesmo que a princípio eu esteja aqui apenas “brincando” de ser um , é fácil sentir desde já o peso que vem com a necessidade da imparcialidade e do dever de ser justo com cada “prato”. É usar a razão para tornar justificável e aquilo que se sente – e ainda apontar as falhas quando elas estão completamente ofuscadas pela comoção. Capitão América 3: Guerra Civil é um desses filmes que brinca com o sentimento do fã e faz com que você se perca no turbilhão de êxtase que ele proporciona – mas isso não o exime de possíveis falhas. Aponta-las aqui será meu desafio de hoje. Vamos começar?

Capitão América: Guerra Civil, dirigido pelos irmãos Anthony e Joe Russo – que repetem a dose depois de Soldado Invernal e novamente acertam em cheio – é de longe o melhor e mais importante filme dos 13 que compõem atualmente o Universo Cinematográfico Marvel. Desta vez, a trama política do último filme do Sentinela da Liberdade é trocada por um embate mais moral, ético e quiçá, filosófico. Não que a pólitica em si não envolva diretamente questões morais e éticas, mas o impasse apresentado no filme é outro. É sobre a dubiedade inerente em todos nós. O dilema pelo qual o crítico, o apaixonado, o soldado, o cozinheiro e todos nós que integramos a sociedade passam. Guerra Civil, como já havia citado no post anterior, trata do embate entre a Razão e a Emoção.

Ok, que este é um impasse já batido e discutido (e tende a continuar sendo) nós já sabemos, assim como muitos outros filmes, livros e meios já mostraram diversas interpretações em relação a essa questão. Uma questão que hoje beira o clichê. Felizmente, Civil War pega esse clichê e trás a ele uma interpretação nova e revigorante.

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O filme começa morno, com um clima que tende ao noir e te faz se perguntar aonde tudo aquilo vai levar. As cenas de ação iniciais são ótimas. Na verdade, creio que este seja o blockbuster com as melhores tomadas de ação que eu vi nesses últimos anos (claro que nenhuma cena pra mim é capaz de superar a coreografia do jovem Obi-Wan VS Darth Maul). As cenas de combate e conflito intercalam bem com aquelas que servem para levar a trama através da narrativa. Não há o que comentar sobre as atuações vide que os artistas responsáveis por viver cada personagem já fazem isso a algum tempo e sempre cumpriram seus papéis com louvor.

O enredo é bem construido, com seus atos devidamente estabelecidos e perfeitamente conectados. Talvez um espectador desatento se perca com a enorme gama de lugares nos quais o filme se passa, mas tudo é explicado e encaixado devidamente logo após as letras garrafais que indicam “Queens” ou “Berlin” sairem da tela. A trilha sonora é espetacular como sempre, com uma cena específica em que se faz uso até mesmo de uma remixagem de uma faixa clássica de O Império Contra-Ataca. Preciso mesmo falar dos efeitos especiais?

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Em relação a referências, participações especiais e afins, Guerra Civil é um exemplo que Batman VS Superman deveria ter seguido (caso isso fosse possível vide a data de lançamento próxima dos filmes). O Pantera Negra de Chadwick Boseman é brilhante e suas aparições fizeram o público urrar. O príncipe de Wakanda também cumpre bem seu papel de contrapeso no embate que o filme propõe, sempre tentando fazer a coisa certa pelo motivo certo. Quanto ao tão esperado Homem-Aranha, esse não tenho palavras para descrever. Parabéns a Tom Holland que trouxe a vida O MELHOR AMIGÃO DA VIZINHANÇA DOS CINEMAS. Suas cenas de ação são sensacionais, sua presença no filme é justificada de maneira bem aberta deixando possibilidades para seu filme solo e bom…Tom Holland merece os parabéns de verdade.

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Paul Rudd, Paul Bettany e Elizabeth Olsen também dão show em seus momentos em foco. O Homem Formiga é como sempre um grande personagem (juro que o trocadilho não foi intencional) e a “busca pela humanidade” de Visão e a luta contra o medo de Wanda Maximoff são subtramas cujo tempo em tela foi bem reproduzido e ajuda na hora de mostrar que cada um dos envolvidos nesse conflito tem seus próprios interesses, ideais e receios.

Guerra Civil é um ótimo filme. A película funciona analogamente como uma ópera, mostrando a luta entre a Razão e a Emoção de maneira crível. Ver que até mesmo os seres mais poderosos do universo estão suscetíveis a falhas, medo e paranoia é sensacional. A maneira como cada um deles alterna entre os dois lados desse embate é o que torna o filme emocionante.

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Executado com primor, reunindo e dando tempo certo a cada um de seus personagens, o terceiro filme do Sentinela da Liberdade vem e mostra como filmes de heróis que almejam o título de blockbusters devem ser feitos. É divertido, cheio de ação, tem humor na medida certa e NADA disso interfere na construção de sua trama que se sustenta como uma música – clássica cujo crescendo tente a perfeição.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

  • + É diferente das HQ’s (de um modo bom).
  • + Cenas de ação e humor executados com maestria no melhor estilo Marvel.
  • + HOMEM ARANHA RULES.
  • + O modo como a trama flui é agradável e prende o espectador.
  • – Alguns pequenos furos de enredo podem incomodar os mais atentos (esperar a versão estendida do blu-ray pode ajudar, assim como no caso de BvS).
  • – A tia May não é a Tia May. Não, não é mimimi, é só constatar a descaracterização de uma personagem importante do cânone do amigão da vizinhança mesmo.
  • – Barão Zemo poderia ter sido mais ameaçador.
  • – O excesso de humor continua, o que pode vir a ser um problema para alguns.
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ai meu deus…AI MEODEOS É O ARANHA AEW POR#@!!!!!

Para terminar, Capitão América Guerra Civil é ótimo e cumpre maravilhosamente sua proposta: Divertir. Compre seu ingresso, pegue sua pipoca e vá assistir a luta épica entre #teamcap e #teamstark, seja sozinho ou acompanhado.

NOTA FINAL: 8,5/10

Crítica por Josuá Ventura Nobre de Araújo.

 

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3 comentários sobre “Crítica | Capitão América 3:Guerra Civil

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