Crítica | GENERATION KILL

Olá, caros leitores!

Então, lembram do meu amigo Cleyton Oliveira? É, aquele mesmo responsável por uma ótima análise da sexta temporada de Game Of Thrones? Então, ele voltou! E dessa vez voltou pra ficar :D.

Com esse post, que é uma análise da espetacular série Generation Kill de 2008, Cleyton faz sua estreia definitiva na Equipe Experienciando! Bom, o post não é meu então vou parar de falar e deixar os senhores lerem o artigo dele.

Sem mais delongas, ai vai!

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GENARATION KILL – Sobre a nova face da Guerra no século 21

 

Generation Kill é uma minissérie de 7 episódios de 2008 lançada pelo canal de TV por assinatura HBO. A serie retrata como foi a primeira onda de invasão britânica-americana ao Iraque em 2003. Aqui você acompanha o 1º Batalhão de Reconhecimento da Marinha americana durante toda a invasão em direção a capital do Iraque, Bagdá.

Diferente das series sobre guerra já renomadas da HBO, The Pacific e Band of Brothers (ambas excelentes), aqui o foco não é a batalha em si, não há tantos tiroteios, pilhas de corpos em cada lado de uma estrada, mortes de vários atores por episódio. A guerra no novo século é bem diferente dos grandes conflitos armados que nós já tivemos a oportunidade de estudar que aconteceram na primeira metade do século 20. O lema aqui, mesmo que subjetivo, é EFICIÊNCIA.

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Generation Kill é muito mais sobre como administrar os seus recursos da melhor maneira possível e ser o mais eficiente que se puder. Pode ser novidade para algumas pessoas, mas guerras custam muito caro. Como dito em alguns episódios, um míssil que é usado por um Apache para derrubar um prédio custa 1 milhão o mesmo custo do treinamento completo de um fuzileiro naval. Vão se passar alguns episódios que você talvez sinta saudades dos sons dos tiros já que em muitos momentos é preferível “economizar munição” ou “aumentar a sua taxa de morte por rajada”.

Mas Generation Kill não é uma glorificação ao militarismo americano como visto em vários filmes e series por aí. GK é sobre uma péssima execução de uma operação militar em larga escala, que quando as coisas iam minimamente bem era uma grande vitória. GK demonstra como as forças militares britânico-americanas não sabiam lidar com uma guerra em que nem todos os habitantes do país são potenciais inimigos, isso se traduz em mortes de civis aos montes por crimes como, pastar com o gado próximo de uma estrada, morar numa vila próximo a uma zona de conflito, segurar qualquer coisa parecida com uma arma e etc.. Ai  você pensa “Cara, isso é uma Guerra!!”…espera que tem mais.

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Generation Kill, mostra alguns problemas internos da logística da marinha americana que acabavam por resultar em grandes falhas, como por exemplo, falta de baterias para os óculos de visão noturna, falta de mapas atualizados da região, os veículos usados para locomoção das tropas não serem blindados, quase nenhum soldado falar mais de duas palavras no idioma local, falta de comida suficiente e etc… Isso resultavam em erros de percurso, impossibilidade de dirigir a noite (não se pode ligar os faróis por motivos óbvios), a tropa está mal alimentada entre tantos outros problemas que podem ser vistos na série.

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Ao fim da série talvez você tenha dois sentimentos. Primeiro você provavelmente não entendeu 99% dos jargões militares usados na série, já que poucos são de fato explicados e você vai ter que pesquisar sobre eles para entender, isso é um efeito da “desHollywoodização” das falas dos personagens que acabam por conferir uma verossimilhança maior a obra. Segundo que a série é muito mais uma crítica que vai em contraponto ao que a mídia norte americana queria que você acreditasse sobre como e por que houve guerra – aliás, alguns pontos da série poderiam ser compilados em um manual educativo sobre “Os Porquês de Não Ir Para Uma Guerra Sem Preparo”.

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Por fim eu recomendo que os senhores vejam a série, é curta (7 episódios com 1h10 cada) e é fácil achar por aí. E que digam as suas conclusões aí em baixo.

CONSIDERAÇÕES FINAIS:

  • +. Ao tentar mostrar o lado mais humano dos soldados confere um ar de factível ao toda a história, já que retira aquela carapuça de soldado robô pronto para matar que ficou no imaginário popular.
  • + A Psicose dos soldados é um lado importante, dado as constates baixas de civis, alguns soldados começam a se sentir mal por estarem ali.
  • + A ambientação é muito boa, em alguns momentos parece que não é uma serie e sim um documentário de um jornalista que está junto dos soldados filmando tudo.
  • +. Você até pode reclamar que boa parte da série parece ser filmada dentro de um veículo com paradas para descansar, o negócio é que boa parte da série os soldados só se movimentam em direção a Bagdá, onde está boa parte dos soldados inimigos, e mesmo assim eles ainda chegam atrasados já que quando chegam as forças de Saddam Hussein meio que já desistiram.
  • +/- A série tem (só) 7 episódios, você pode dizer que é muito pouco que não dá para entender alguns personagens, que deveria durar mais que tudo foi muito corrido. Mas parando pensar a invasão ao Iraque (ou Operation Iraq. Freedom) durou só 21 DIAS (popularmente conhecido como 3 semanas), cada episódio cobre em média 3 dias de conflito, então eu acho queestá de bom tamanho.
  • – Os jargões militares atrapalham um pouco, eles não são em quase nenhuma ocasião explicados, o que depende do espectador procurar para saber o que é. Não compromete o entendimento, mas é sempre bom saber o que todos aqueles códigos significam.

 

Nota Final: 8,5/10

 

APENDICE:

Sobre a invasão no Iraque, o surgimento da ISIS e a guerra na síria (tem legenda em PT é só ativar)

Texto por Cleyton Oliveira

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