Crítica | Doutor Estranho

E mais uma vez, eu assisti um filme da Marvel na estreia. Na verdade, os outros como Guerra Civil e afins eu vi na pré-estreia, mas tanto faz. Dia 3 foi um dia especial. Acho que minha empolgação para o filme do Mago Supremo – desculpa Patolino – era maior até que a que tive em Guerra Civil. Sempre curti muito a temática do personagem e vamos ser honestos: Já estava na hora da Casa das Ideias introduzir os elementos místicos de seus quadrinhos em seu Universo Cinematográfico por favor, não me venha falar que isso foi feito com Thor e blá blá blá.

Foi com um puta combo gigantesco de pipoca e dois refrigerantes que eu me sentei por 2 horas pra ver esse filme. Bom, a pipoca tava boa. Sobre o filme? É, acho que vou parar de enrolar e ir logo pra crítica, desculpa. Vamos falar logo da obra que deu o passo mais largo em direção ao futuro do MCU até agora.

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O filme começa bem. A história de origem de Strange é bem igual a sua contra parte nos quadrinhos, tirando uns detalhes sobre como ele chega até o Ancião (Tilda Swinton de As Crônicas de Nárnia, Precisamos Falar Sobre Kevin) e alguns detalhes sobre Mordo (Chiwetel Ejiofor de 2012 e 12 Anos de Escravidão) a trama segue bem o material que a originou. Stephen sofre um acidente de carro, não é mais capaz de exercer sua profissão de cirurgião pois perde o controle das mãos e após gastar toda sua fortuna tentando cura-las ele descobre uma possibilidade “alternativa” de cura em um lugar remoto no oriente. Não tem spoilers aqui, só a sinopse do filme e um resumo de sua origem nas HQ’s.

A simplicidade da trama já é comum da maioria dos filmes da Marvel – excetuando alguns poucos filmes com questões mais tensas como Soldado Invernal e Guerra Civil talvez? – mas como sempre, funciona bem. Talvez, melhor do que em qualquer outro filme, a fórmula da editora de Stan Lee tenha conseguido mostrar todo seu potencial. A trama simples é bem amarrada, coesa e entretém. As piadocas tão faladas que a editora usa para deixar seus filmes mais divertidos foram colocadas na medida exata – algo que aconteceu também no filme anterior – e por mais que seja mais um herói salvando o mundo alguns segundos antes de tudo ir pras cucuias, dessa vez a execução foi diferente. Parabéns – de novo – Marvel.

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Dito isso sobre a parte narrativa da obra, vamos falar daquilo que literalmente a faz brilhar: seus efeitos especiais. Porra e que efeitos. Não ficaria nem um pouco surpreso em ver o filme concorrendo a um possível Oscar nessa categoria. A magia tecnológica empregada no filme é de dar lágrimas nos olhos, levando as ilusões ópticas de filmes como A Origem (Christopher Nolan) a um patamar incrível. E é claro, isso é dado em parte pelos toques psicodélicos que só este personagem poderia proporcionar. É, caso esteja preocupado com isso fique tranquilo: O filme tem sim uma homenagem incrível a época de ouro de Strange nos anos 70 e 80. E PUTA QUE PARIU, AQUELE DORMAMMU MANO! Tudo que Galactus deveria ter sido e não foi.Shame on you Fox…

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Outro ponto alto são as atuações. Benedict Cumberbatch é o novo ator premium da Marvel junto com Downey Jr. e Chris Evans. O cara atua bem pra cacete, é carismático e ficou perfeito como Strange (como a maioria dos atores escolhidos pela editora acabam ficando em seus papéis). A linda Tilda Swinton (sim eu acho ela mt gata <3) faz um trabalho espetacular como em todas as vezes que apareceu num filme e Mads Mikkelsen (que retorna mês que vem em Rogue One) faz um vilão bom, apesar de ser um bocado morno e Chiwetel fez um bom papel como Mordo. O resto do elenco também não deixa a desejar e a Catherine de Rachel McAdams (lindaaa) é uma personagem bacana e um ótimo elo emocional de Strange ao ‘mundo comum’ que ele acaba por deixar pra trás.

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E é claro, aqui temos mais um passo em rumo a Guerra Infinita, talvez o maior dado pela Marvel até agora. O filme não se conecta claramente com os outros desse mesmo Universo, mas nos dá uma palinha do poder que Thanos virá a controlar no futuro.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

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Temos aqui o grande concorrente a Guerra Civil para a posição de melhor filme da Marvel. Doutor Estranho tem uma trama simples mas bem executada, atuações primorosas e efetua um trabalho monstruoso com seus efeitos especiais simplesmente arrasadores. Parabéns ao diretor Scott Derrickson!

  • + Fiel as HQ’s.
  • + Benedict Cumberbatch e Tilda Swinton atuam de maneira impressionante como sempre.
  • + ACERTARAM A MÃO NO HUMOR, AEW!!!
  • + O misticismo do personagem foi respeitadíssimo e incrementado de maneira espetacular por um dos melhores usos de efeitos especiais que eu já vi.
  • – O vilão de Mikkelsen não é nem um pouco memorável
  • – Algumas pequenas mudanças das HQ’s podem incomodar os mais vanguardistas (estou forçando a barra aqui).
  • – A desconexão direta com os demais filmes da Marvel é similar a vista em Guardiões da Galáxia.
  • – Uma certa reviravolta com o personagem de Chiwetel Ejiofor foi adaptada bem mal na minha opinião.

Levando em conta tudo que foi dito acima, fica claro que Doutor Estranho é mais um prato cheio da Marvel para os fãs de quadrinhos que procuram algo novo além de bilionários geniais e escoteiros de azul. Com certeza essencial pra quem curte HQ’s ou só tá afim de ver um filme legal mesmo. Não há contra indicações. Não esquece de curtir nossa página no Facebook para ficar ligado nos próximos posts!

NOTA FINAL: 9/10

Crítica por Josuá Ventura Nobre

Assistido em 3D em um cinema da rede Cinemark RJ.

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