Preview | Playerunknow’s Battlegrounds (Early Access)

Olá, pessoas da internet!

Tudo bem, eu sei que eu não tenho postado muito, to ciente disso. Porém, mais uma vez, um dos motivos de minha ausência é justamente o assunto do post – e não, não é o Rainbow Six Siege. Estou falando do recém lançado PLAYERUNKNOW’S BATTLEGROUNDS (é, o moço gosta bastante de Caps Lock).

O jogo veio pra bater de frente com títulos como The Culling  – que tem uma preview em forma de narrativa aqui no blog – e o relativamente famoso H1Z1: King Of The Kill. Assim como os jogos citados, esse daqui também se encontra em Early Acess. Sem enrolar mais, vamos começar a destrinchar o que o possível “battle royale” definitivo tem a nos apresentar em seu estágio final de desenvolvimento.

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Os problemas do Early Access

Battlegrounds tem sido jogado ao redor do mundo a algum tempo, mas nós mortais só pudemos colocar nossas mãos – ao custo de um dinheirinho considerável – no game agora. E mesmo já estando a venda, o jogo conforme já foi citado ainda se encontra em Early Acess, o que significa que estamos praticamente em um “Open Beta” pago. É como o sistema de acesso antecipado da Steam funciona e todos nós sabemos dos problemas que vem com isso, mas mesmo assim não dá pra deixar de cita-los.

Tendo como base a Unreal Engine 4, o jogo está com grandes problemas de otimização. Os frames oscilam bastante – principalmente no lobby e no avião – eventos logo no início da partida – e incomodam até mesmo aqueles com uma configuração mais forte. Não que o game esteja injogável: Com minha GTX 1050ti 4GB, um AMD FX 8320E e 8GB de Ram 133mhz fui capaz de tirar um desempenho pouco abaixo do satisfatório, mas que conseguiu manter acima dos 30~40 FPS em solo em uma qualidade de gameplay médio com as texturas no alto.

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Não tente entrar pra brincadeira se achar que seu PC não dá conta.

Sendo assim, caso seus componentes passem raspando nas configurações mínimas ou você vá tentar dar aquela forçadinha marota na esperança de conseguir rodar, fica aqui o conselho: Espere o lançamento oficial. Pode confiar, o desenvolvimento do game está andando bem rápido, afinal, com uma semana de jogo o desenvolvedor arrecadou cerca de 11 milhões de doletas e na data de digitação deste preview – 31/03/2017- os servidores da América do Sul e da Oceania foram adicionados (algo que até hoje não aconteceu com The Culling).

Jogos Vorazes com armas. Muitas armas.

Diferente de The Culling e mais similar a H1Z1: KOTK, Battlegrounds é muito mais focado na troca de tiros do que na sobrevivência e no crafting de itens – sendo este último um ponto chave em The Culling. Na verdade, basicamente não há crafting no jogo e o mais próximo que chegamos a isso são as modificações para armas, que variam de miras, grips, cartuchos de munição maiores, silenciadores e afins.E além dos mods, as armas também variam muito. Revólveres, pistolas, rifles de assalto, shotguns, granadas, o que não falta é arma pra você fazer seus inimigos cuspirem balas pela nuca.

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Quer se equipar bem? Ache uma mochila, rápido!

E essa variedade de equipamentos de combate – e de itens cosméticos ou de camuflagem espalhados pelo mapa que assim como as armas, duram apenas durante a partida – não seria nada sem uma mecânica que favorecesse os conflitos. E a Bluehole Studios não podia ter acertado mais nesse quesito. O principal desenvolvedor do game é famoso por desenvolver mods excelentes para o game ArmA III, e parece que toda sua experiência com o complexo simulador de guerra se fez valer aqui.

O sistema de propagação do som dos tiros, a física do bullet drop e toda a parte envolvendo combate é extremamente gratificante e polida. Tudo bem, o combate corpo a corpo deixa bastante a desejar, mas não é como se você fosse cair na porrada com os coleguinhas com muita frequência. É mais provável você virar queijo suíço antes de conseguir dar seu todo poderoso soco em um inimigo.

A nostalgia reversa de Watch_Dogs

Ah o primeiro Watch_Dogs…quem sabe um dia eu faça a análise dele por aqui, e nessa análise eu vou citar o quão horrenda e perversa era a dirigibilidade do primeiro game. E parece que Bluehole se inspirou nele em Battlegrounds. É sério, fique longe de veículos por enquanto; a menos que você precise muito de um. Primeiro porque bom…eles são barulhentos pra cacete e vão alertar todos os outros lunáticos vivos num raio de quilômetros e segundo porque dirigi-los é horrível. Sério.

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Fique longe de veículos. Pelo menos por enquanto.

Tirando esse detalhe – que apesar do tamanho do mapa, não chega a ser tão importante caso você queira jogar a lá gatuno – a movimentação dos personagens é muito boa. A animação de mirar, correr, coletar itens e afins são muito bonitas e me surpreenderam bastante. Tudo bem, pular obstáculos ainda é um problema que as vezes pode irritar, mas esperamos que isso mude nas próximas atualizações.

Assim como os de Watch_Dogs – só que sem downgrade – os gráficos do jogo são muitíssimo bonitos. Boa parte dessa beleza se dá não só graças ao trabalho do desenvolvedor mas também ao que a Unreal Engine 4 pode nos proporcionar. Já vimos diversas experiências e recriações de games antigos e famosos nela, e em Battlegrounds esse poder se faz presente de maneira exemplar. Como já citado, só resta mesmo otimizar tudo pra ser 100% feliz.

Um futuro mais do que promissor.

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Dizem que a explosão foi a sede da desenvolvedora de H1Z1. Boatos, boatos…

PLAYERUNKNOWN’S BATTLEGROUNDS chegou e se continuar nesse ritmo vai ficar durante bastante tempo. Batendo cerca de 40.000 jogadores simultâneos diários com picos de 60.000, o jogo que mal lançou mostra a que veio e dá um show de como utilizar o sistema de Early Access da Steam – e de como desenvolver um excelente jogo no estilo battle royale – e nós esperamos que continue assim.

Dito isso, se prepare. Esfrie a cabeça, treine seu corpo, pegue suas armas e vá a luta para ser o último a sobreviver. Ah, mas antes disso, não esquece de curtir nossa página no Facebook pra não perder novos posts e de se inscrever também no nosso canal pra ver a gente morrer que nem patinho na arena de Battlegrounds! Até o próximo post e que a força esteja com vocês 😀 !

Preview por Josuá Ventura Nobre

O jogo foi analisado na versão PC e adquirido pela Steam

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